Não Reatividade, mas Serenidade!

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Será que agimos com sere­nidade, equilíbrio e equanimidade? Ou somos impulsivos e reagimos? Será que respiramos e nos centramos antes de agir ou entramos numa atitude reativa? E este agir é permeado de compaixão?

 

Aproveitando o título de uma Meditação ensinada por Yogi Bhajan: Aja, não Reaja, te­ma em que todos nós precisa­mos trabalhar, podemos fazer uma reflexão em nossa maneira de agir com os desafios da vida.

Podemos olhar o outro compassivamente… Será que nos lembramos que estamos nesta vida para aprender, que cada um de nós está num estágio evolutivo, e que cada um só dá aquilo que tem dentro de si? Pois é, isso tudo nos leva a refletir de que recebemos tudo o que a vida nos traz com aquilo que temos dentro de nós… forte não?

Colhemos o que semeamos… nada nesta vida é permanente… que tal partir de nós a compreensão, o entendimento, a ação correta numa situação, e não reatividade, ou muitas vezes a aceitação das coisas como são e que não podemos mudar…

Uma mente serena é como um espelho… é quando podemos ver o reflexo de toda a situação claramente… Uma mente serena permanece desapegada diante das situações porque ela tem confiança em si…

Que tal aprendermos a serenizar a mente para que consigamos uma mente mais clara, amorosa, positiva, confiante e não reativa?

Para ajudar a clarear a mente e serenizá-la precisamos trabalhar com nossa respiração – e isso é o que a meditação faz, e esta é uma delas que o faz lindamente!

Esta meditação foi transmitida por Yogi Bhajan, com os seguintes comentários:

“Se puderem fazer esta meditação 11 minutos por dia, muito rapidamente vocês acharão uma pessoa mudada. Assobiar a respiração na inspiração através da saliva, tem um efeito muito magnético sobre o corpo. Empurrar a respiração para fora com a respiração de canhão leva embora tudo que não é necessário para o seu ser. A postura contém a sua energia dentro, com a posição dos braços trabalhando sobre importantes meridianos(canais de energia)”

Yogi Bhajan.

Posturabreath 02

Sente-se em postura de meditação com a coluna ereta, queixo para dentro, peito bem aberto, coração aberto.

Mudra

Dobre os cotovelos e eleve os antebraços de forma que os cotovelos não descansem sobre as costelas. Do cotovelo até a ponta dos dedos, os antebraços estão a um ângulo de 45 graus à frente. Mãos em Gyan Mudra (polegares e indicadores se tocando).

Foco / Posição dos Olhos

Feche os olhos e os foque na terceiro olho.

Padrão de Respiração

Inspire profundamente através dos lábios franzidos em assobio, suspenda a respiração (3-4 segundos e faça a respiração de canhão pela boca ao expirar. (A respiração de Canhão é uma respiração poderosa a partir do umbigo e através da boca. As bochechas estão firmes e a pressão da respiração passa sobre a língua e para fora sem inflar as bochechas).

Tempo

Pratique por 3 a 11 minutos.

Finalizar

Inspire profundamente, suspenda a respiração por 10-15 segs., enquanto alonga a coluna e contrai cada fibra de seu corpo. Respiração de canhão ao expirar. Repita mais 2 vezes. Relaxe.

“Vocês vivem pela respiração e morrem pela respiração. Se meditarem na respiração, então Pawan Guru, o conhecimento do Vidya Prânico, o conhecimento da Criação e da criatividade e de todas as encarnações despertarão em você. Começarão a ganhar a si mesmos. Se começarem a valorizar a sua respiração, valorizarem os seus ambientes e valorizarem a sua projeção, então, um dia, se surpreenderão que todos, por sua vez, os valorizarão”

Yogi Bhajan.

Respirações usadas nesta meditação:

  • Respiração do Assobio: muda a circulação. Os nervos da língua ativam as glândulas superiores,assobio tais como a tireóide e paratireóides, a capacidade pulmonar é aumentada. Deixe os lábios franzidos. Concentre-se no terceiro olho. Inspire fazendo um assobio num tom alto e intenso. Escute o som enquanto inspira. Veja também aqui.
  • Respiração de Canhão: limpa e fortalece os nervos parassimpáticos e ajusta a digestão. É uma respiração de fogo feita através da boca. Muitas vezes Yogi Bhajan pedia por uma expiração poderosa de Canhão para finalizar um exercício. A boca forma um formato firme de “O”, nem franzida demais, nem com lábios moles; a pressão da respiração está nas bochechas e sobre a língua, embora não deva haver protuberância nas bochechas.

Originalmente ensinada por Yogi Bhajan em 17 de janeiro de 2000.

Fontes e Referências:

  • Pranaa, Pranee, Pranayama – Yogi Bhajan (veja [110, p.198])

 


Manvir_Kaur Publicado com carinho por Josely Saldanha, professora de Kundalini Yoga formada em 2009 (Kundalini Research International). Instrutora de Hatha Yoga desde 2004. Pós Graduada em Ensino Superior de Yoga (Faculdades Espírita de Curitiba). Cursos anuais específicos de: Meditação, Respiração e Ajustes de Posturas. Estudante de Budismo e Teosofia. Praticante Iniciada em Kriya Yoga (Yogananda) e Magnified Healing.